quarta-feira, 11 de junho de 2014

Desafios do Pré-Sal: riscos e impactos para o país

A exploração de petróleo e gás da camada de pré-sal pode impulsionar um grande avanço no desenvolvimento do Brasil, porém deve ser conduzido por políticas públicas que promovam o desenvolvimento do país ou todo esse potencial pode estar ameaçado por decisões equivocadas de gestores públicos, o que levaria ao esgotamento das riquezas em algumas décadas sem a consolidação de retornos para a população na forma de investimentos em infraestrutura, inovação tecnológica e educação. 

Esse foi o tema de debate do “Fórum Desafios do Pré-Sal: Riscos e Oportunidades para o País”, realizado no dia 4 de junho na Unicamp. O evento realizado no Centro de Convenções da Unicamp, contou com especialistas da Petrobras, geólogos, engenheiros e economistas que discutiram as implicações da descoberta de grandes reservatórios de petróleo.

José Alberto Bucheb, gerente geral da Universidade Petrobras, o tema é bastante atual não apenas para a Petrobras, mas também para indústrias e para a sociedade brasileira. “É uma perspectiva muito positiva de um ciclo de desenvolvimento tanto na área industrial quanto na de ciência e tecnologia.” Para Bucheb há um ciclo de desenvolvimento bastante acentuado, e a parceria de universidades com empresas é um grande salto qualitativo no país. 

Guilherme Estrella, ex-diretor de Exploração da Petrobras, afirma que o pré-sal vem para confirmar a autossuficiência energética brasileira, que possui uma importância estratégica para o desenvolvimento nacional. E defende que o país precisa de um plano estratégico de segurança energética, uma vez que grande parte da energia usada do Brasil depende de hidrelétricas.

Antonio Cláudio de França Corrêa, assessor de Planejamento Estratégico da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), afirma que o Brasil só tem a ganhar com o pré-sal, os riscos existem, como impactos ambientas, mas perto dos ganhos, eles são apenas detalhes.

Hoje, de acordo com a Petrobras, são produzidas na Bacia de Santos e Campos, em média, 400 mil barris de petróleo por dia, com registro do recorde de 470 mil barris em 11 de maio de 2014. E as estimativas são que em 2018, 52% do petróleo utilizado no país seja das reservas do pré-sal. A área do pré-sal, que se estende entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, é de 149 mil km², o que equivale a aproximadamente 1,3 milhões de campos de futebol.



O que é o pré-sal?

O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas em águas ultraprofundas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Convencionou-se chamar de pré-sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até 2.000m.

O termo pré é utilizado porque, ao longo do tempo, essas rochas foram sendo depositadas antes da camada de sal. A profundidade total dessas rochas, que é a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal, pode chegar a mais de 7 mil metros.

As maiores descobertas de petróleo, no Brasil, foram feitas pela Petrobras na camada pré-sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde se encontram grandes volumes de óleo leve.

Na Bacia de Santos, por exemplo, o óleo identificado no pré-sal tem uma densidade de 28,5º API, baixa acidez e baixo teor de enxofre. São características de um petróleo de alta qualidade e maior valor de mercado.
Fonte: Petrobras

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Incetivo à Cultura é precária em Campinas

A cidade de Campinas conta com seis teatros, dentre eles dois são privados e os outros quatro são municipais. O Centro de Convivência, que conta com teatro e teatro de arena, continua fechado. É a segunda vez que o teatro é fechado para reforma, porém agora a Prefeitura de Campinas fechou uma parceria com a construtora Rossi, em que será possível um maior valor destinado às obras.

O número de peças de teatro que se apresentam na cidade de Campinas tem aumentado consideravelmente, é visível, principalmente em teatros privados, o número constante de peças que voltam para a cidade depois da primeira apresentação. Além de peças que estendem a sua temporada.

A atriz Fernanda Souza, em passagem por Campinas no ultimo final de semana (31/05 e 01/06) com a sua peça Meu Passado Não Me Condena, cedeu uma entrevista para o blog e fala da importância do teatro para a população e também para o artista. Você confere abaixo trechos da entrevista.

Mesmo com tantas peças em cartaz, Campinas ainda o menor números de lugares em teatro por habitante na região. A Cidade, com quase 1,2 milhão de habitantes segundo o IBGE, apresenta um lugar para cada 1.258 habitantes. 

O Centro de Convivência possuía 500 lugares porém em contato com a Secretaria de Cultura não obtivemos resposta quanto ao novo número de lugares, nem aos planos da cidade com cultura e nem o valor que é repassado para os gastos da Secretaria. 

Entrevista com a atriz Fernanda Souza: